VIRADA DO ANO EM CURITIBA - PARANÁ - ISSO É BRASIL!!!
VIRADA DO ANO EM CURITIBA - PARANÁ - DEZ/2019; JAN/2020
Em 28 de dezembro de manhã, partimos, eu e Alan no carro dele, para Curitiba/PR. Ele estava curioso para conhecer a capital paranaense e decidimos passar a virada por lá. Papai não quis ir conosco, então deixamos as gatinhas com ele. Seguimos pelos 430 km, fizemos duas paradas rápidas, revezamos a direção e levamos quase seis horas para chegarmos em nosso destino.
Chegamos em Curitiba no início da tarde, fizemos nosso check-in no 'Caravelle Hotel' (Rua Cruz Machado, 282, centro, Curitiba), compramos suprimentos no mercado e demos uma voltas pela cidade.
Fizemos um "almojanta" no 'Hard Rock Cafe' (Rua Buenos Aires, 50, Batel) e a refeição estava muito saborosa.
Dia 29 de dezembro seguimos para a estação ferroviária de Curitiba (Av. Affonso Camargo, 330), ao lado da Rodoferroviária, para pegarmos o trem para Morretes. Compramos os ingressos antecipadamente com a operadora 'Serra Verde Express'.
A viagem de trem dura cerca de 4 horas, é considerada uma das mais bonitas viagens de trem do país pois atravessa a Serra do Mar e suas histórias. Fiquei com muito sono durante a viagem, mas consegui apreciar as paisagens nos momentos de lucidez. Rsrsrs...
Desembarcamos em Morretes por volta das 12h30 e tivemos tempo livre para caminharmos e almoçarmos o tradicional barreado, prato típico que consiste em um cozido lento de carne bovina (músculo ou coxão mole) em panela de barro, selada com massa de farinha de mandioca e água, resultando em uma carne macia que se desfaz num caldo grosso e saboroso; acompanhado de arroz branco, farinha de mandioca e banana-da-terra. O garçom fez uma brincadeira com o prato, disse ser um teste: colocou farinha de mandioca no caldo e virou o prato em cima da minha cabeça, disse que se não caísse, estava aprovado... Ele fez e a comida não caiu na minha cabeça, graças a Deus! Rsrsrs... Achei o prato gostoso, mas muito forte, com sustância. Perfeito para quem ama carne, como meu marido...
Morretes está localizada entre o litoral do paraná e a Serra do Mar, é uma pequena cidade histórica repleta de casarões e construções do século XVIII, além de boa estrutura turística. A cidade é banhada pelo Rio Nhundiaquara. Um charme de cidade!!!
No horário marcado, uma van nos levou, por cerca de 20 minutos, até Antonina para um breve city tour.
Antonina situa-se em uma das primeiras áreas brasileiras ocupadas pela Coroa Portuguesa na região sul do país.
Após nosso breve passeio pela cidade, retornamos para Curitiba na van pela 'Estrada da Graciosa', considerada uma das estradas mais encantadoras do Brasil. Levamos cerca de 1h30 para retornarmos para a estação ferroviária de Curitiba, num trajeto de 83 km. Foi um belo passeio!!!
Dia 30 de dezembro seguimos para o 'Parque Estadual de Vila Velha', um sítio geológico situado no município de Ponta Grossa, do qual é a principal atração turística. Está a cerca de 100 km de Curitiba.
O parque foi criado em 1966 pelo Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná para proteger suas formações rochosas, classificadas como um dos sítios geológicos brasileiros por suas esculturas naturais de arenitos do Grupo Itararé, esculpidas pela erosão eólica e pluvial. O parque é formado por três sítios: os Arenitos, as Furnas e a Lagoa Dourada. Os arenitos são uma enorme coleção de grandes blocos esculpidos em formas diversificadas. As furnas são três crateras com paredes verticais, erodidas no solo; a maior delas tem cerca de 100 metros de profundidade, metade deles cobertos de água. Todo o complexo é ligado à Lagoa Dourada (por conta do efeito criado pela água cristalina e a coloração de sua areia).
A formação arenítica de Vila Velha formou-se no período Carbonífero (Há aproximadamente 340 milhões de anos), quando o mar interior do local começou a ser drenado, expondo o material arenoso, que cimentou com óxido de ferro (que deu a sua cor avermelhada).
O conjunto de formações lembra uma cidade medieval com seus castelos e torres em ruínas. A altura média das colunas e muralhas é de vinte a trinta metros. Um verdadeiro espetáculo da natureza!
Dia 31 passeamos pela cidade, visitamos o 'Jardim Botânico de Curitiba "Francisca Rischbieter"' (R. Eng. Ostoja Roguski, 350), uma atração imperdível da cidade! O parque foi inaugurado em 1991 e contém inúmeros exemplares vegetais do Brasil e de outros países, espalhados por alamedas e estufas de ferro e vidro, a principal delas tem três abóbadas do estilo 'Art Nouveau' inspirada no 'Palácio de Cristal de Londres'; do interior da estufa climatizada, tem-se uma vista do jardim em estilo francês.
Almoçamos no café do 'Ópera de Arame' (R. João Gava, 920, Abranches), estava muito quente e pudemos fugir um pouco do sol por ali. O nome do teatro deriva do estilo da sua construção, ele é feito de tubos de aço e estruturas metálicas, coberto com placas transparentes de policarbonato, lembrando a fragilidade de uma construção em arame. O edifício tem forma circular e é cercado por um lago artificial e foi projetado pelo arquiteto Domingos Bongestabs. As estruturas metálicas tubulares somam 360 toneladas que abrigam 2400 bancos de tela de arame. Todo o teatro foi montado em apenas 75 dias e foi inaugurado em 1992. Acho esse teatro muito lindo!
À tarde passeamos pelo 'Parque Tanguá' (Rua Oswaldo Maciel, 97, Taboão), inaugurado em 1996 e construído onde existiam duas pedreiras, desativadas nos anos 70. O parque preserva a bacia norte do Rio Barigui.
Visitamos o 'Memorial Ucraniano', no 'Parque Tingüi' (o nome se refere à tribo Tingui, que vivia nas terras de Curitiba quando a cidade foi fundada no século XVII). A principal atração do Memorial Ucraniano é uma réplica da igreja ucraniana mais antiga do Brasil, a de São Miguel da Serra do Tigre, construída em madeira no estilo bizantino. O memorial homenageia os imigrantes ucranianos que vieram para a região no século XIX. Na área externa há uma escultura de uma "pêssanka" gigante, do artista Jorge Seratiuk.
A pêssanka foi reconhecida com Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. A palavra vem do ucraniano "pyssaty", que significa "escrever", pois os desenhos não são pintados e sim escritos no ovo, com tintas e cera de abelha. Essa tradição tem origens antigas, anteriores ao Cristianismo. Acredita-se que enquanto existir alguém fazendo pêssankas, o bem vencerá o mal no mundo. Ela é considerada um talismã, protegendo contra o mal e atraindo coisas boas para a família. Alan comprou uma pêssanka e me deu de presente.
Caminhamos pelo 'Bosque do Papa', criado em homenagem ao Papa João Paulo II e que sedia o 'Memorial da Imigração Polonesa'. O bosque possui uma saída para o gramado do 'Museu Oscar Niemeyer', do "olho"; aproveitamos para dar uma passadinha ali.
Compramos algumas guloseimas para nossa ceia de Ano Novo e ficamos no hotel, pois observamos que a cidade é mais chegada às comemorações do Natal. O Ano Novo é mais tranquilo... Ouvimos poucos fogos de artifício...
Dia 01 de janeiro de 2020! Novo ano!!! Fizemos nosso check-out no hotel e seguimos de volta para casa. Mas antes, visitamos a 'Arena da Baixada', estádio sede do Club Athletico Paranaense (CAP), fundado em 1924, o famoso Furacão.
Nossa visita à capital paranaense foi muito proveitosa! Pudemos visitar vários atrativos, mas não conseguimos conhecer tudo por lá. Curitiba é muito grande, rica em parques e cultura, e a cada ano, mudanças acontecem e investimentos no turismo também! É uma cidade para ser revisitada de tempos em tempos.















































































































































































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