ÍNDIA, UM OUTRO MUNDO - PARTE 3 - AGRA
ÍNDIA, UM OUTRO MUNDO - PARTE 3AGRA
Dia 29 de abril, fizemos o check-out no hotel 'Hyatt Place Jaipur Malviya Nagar' e seguimos em nosso micro ônibus para Agra. São cerca de 200 km de percurso de Jaipur até Agra. Por isso passamos pela 'Aldeia Abhaneri', uma vila no distrito de Dausa, no estado do Rajastão, na rodovia Jaipur-Agra. A aldeia contém ruínas da cidade antiga Abhangari. Originalmente foi chamada "Cidade do Brilho". Abhanari está localizada entre as cidades de Bandikui e de Sikandra. À direita da vila corre o rio Bangang.
Visitamos o 'Chand Baori', um exemplo incrível da arquitetura indiana antiga. É um poço em degraus, um dos mais antigos, profundos e maiores do Rajastão. Nunca vi algo parecido... As partes mais antigas da estrutura datam do século VIII, com interferências feitas no século XVIII. O poço consiste em três lances de escadas que descem para a terra com um palácio subterrâneo de um lado. Os lances de escadas e o palácio são dispostos em um padrão quadrado com o poço no fundo. Os lances de escadas descem treze andares abaixo do nível do solo. Foi feito para armazenar água durante os longos períodos de seca do local.
Também visitamos o Templo 'Harshat Mata', localizado perto do poço. Era um ritual para os peregrinos lavar as mãos e os pés no poço antes de visitar o templo. Foi construído no século VIII e é dedicado à deusa Harshat Mata, relacionada a alegria e felicidade. Foi destruído consideravelmente por invasores islâmicos no século X, mas restam alguns detalhes artísticos importantes. Lá estava um sacerdote e sua família. Ele nos abençoou e nos deu fitas para colocarmos no punho (das mulheres no lado esquerdo, aliás na Índia o lado esquerdo é sempre o feminino) e pintou nossa testa com símbolo hindu. Tocamos o sino do templo e ficamos em meditação por alguns minutos. Eu começava a me sentir melhor na Índia...
Chegamos em Agra e nos hospedamos no 'Trident Hotel Agra' (Fatehabad Rd Near TDI Mall, Tajganj, Agra)
Ao chegarmos em Agra, nosso guia Bharat nos levou até uma casa de massagem ayurvédica. Eu, como sou curiosa, quis fazer. Paguei 4000 rúpias (1 R$ estava valendo cerca de 16 rúpias) pelo procedimento completo, que incluía massagem corporal e alinhamento dos chakras, através de um derramamento de óleo no nosso chakra coronário. É um verdadeiro banho de óleo. Dividi a sala com uma colega do grupo, havia uma massagista pra cada uma, cada uma em sua maca. Ficamos somente com a calcinha, primeiro a massagista me besuntou com óleos misturados com essências, ela passava o óleo com um saquinho aquecido pelo corpo todo. Em seguida me massageou vigorosamente, nada parecido com a drenagem linfática que sempre faço. A massagem começa com a pessoa virada com a barriga pra baixo, depois viramos de frente para repetir o processo. No final da massagem corporal, a massagista passou uma toalha pra tirar o excesso de óleo do meu corpo e me cobriu com um lençol. Pra finalizar, ajustou um equipamento no alto da minha cabeça, para fazer o derramamento de óleo no meu chakra coronário. Aquele óleo fica caindo bem devagar, quentinho... A sensação é boa, de relaxamento. Eu dormiria ali... Mas no final a massagista esfregou tanto minha cabeça com uma toalha, que eu acordei, além de precisar tomar um banho e lavar bem o cabelo pra tirar todo aquele óleo quando cheguei no hotel (acho que passei shampoo umas três vezes pra tirar o produto...)! Um exagero de óleo...
Esse tipo de massoterapia é indicado para restabelecer o equilíbrio do corpo como um todo, promovendo melhorias ao físico e à mente das pessoas. Eles usam o óleo essencial que é mais adequado às necessidades individuais; o óleo passa por um processo de aquecimento e infusão em algumas ervas, como alecrim e lavanda. Os óleos ayurvédicos são usados na massagem porque contribuem muito na manutenção da harmonia e equilíbrio; suas moléculas são muito pequenas e penetram facilmente na pele, levando todas as propriedades curativas diretamente para a célula. Além de promover melhora no aspecto da pele, tornando-a mais firme e hidratada, a massagem ayurvédica auxilia na reestruturação muscular; também promove o rejuvenescimento, nutrindo células e tecidos. Outros benefícios são: alinhamento da frequência cardíaca, redução de dores musculares e de articulações, redução de enxaqueca e melhora da circulação sanguínea e sistema linfático. Ela também pode aumentar a concentração, auxiliar no tratamento contra ansiedade e depressão e promover vitalidade sexual. (Fonte: https://www.pacoteshyatt.com.br/blog/massagem-ayurvedica)
TAJ MAHAL
Dia 30 de abril acordamos muito cedo, madrugamos para sermos um dos primeiros grupos a visitar o 'Taj Mahal', uma das sete maravilhas do mundo moderno. Nosso guia nos orientou para que pudéssemos aproveitar ao máximo nossa visita. Eu e Mari acordamos mais cedo ainda pra colocar nosso sari. Foi muito engraçado!!! Oito metros de tecido enrolados, sem costura, formam um traje lindíssimo. Não sei se ficou perfeito, mas conseguimos nos enrolar no sari e partimos pro "Taj".
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| EU E MARI CARACTERIZADAS |
O 'Taj Mahal' (Dharmapuri, Forest Colony, Tajganj, Agra) é um mausoléu, o monumento mais conhecido da Índia, considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e uma das sete maravilhas do mundo moderno!
"Taj" tem origem persa e significa "coroa" e "Mahal" significa "primeira dama do palácio", portanto o Taj Mahal faz referência à coroa de "Mahal", relembrando o apelido da esposa. O monumento foi construído por cima do túmulo dela, ao lado do rio Yamuna, o segundo maior rio do norte da Índia.
O monumento foi construído no governo do V Imperador Mongol na Índia, Shah Jahan. O seu objetivo era homenagear Aryumand Banu Begam, sua terceira e preferida esposa, que morreu ao dar a luz ao seu 14º filho. Aruumand era chamada por Shah Jahan de "Mumtaz Mahal", que significa "a joia do palácio". No seu leito de morte, Aryumand fez três pedidos ao marido: que ele não se casasse nunca mais na vida, que cuidasse muito bem dos filhos, mas como pai, e não como imperador; e que a enterrasse em um lugar muito bonito, que fizesse as pessoas lembrarem e se contagiarem pelo amor que os dois viveram. Ao perder a esposa preferida, Shah Jahan pirou, ficou muito deprimido e investiu milhões de rúpias para construir o Taj Mahal, que ficou conhecido como a maior prova de amor do mundo.
A construção do monumento durou vinte e dois anos e nela trabalharam cerca de 20 mil homens. Seu projeto foi realizado por arquitetos indianos, persas e da Ásia Central. O material usado foi o mármore branco, caríssimo! Além disso há incrustações de pedras semipreciosas no acabamento. A cúpula que fica no topo do mausoléu, é a sua coroa. Ela tem quase a mesma medida da base, quase 35 metros de altura. Ao seu redor há outras quatro cúpulas menores e quatro torres. O imperador desejava construir um monumento idêntico, só que mármore preto, na outra margem do rio, mas morreu antes de realizá-lo. Os restos mortais de Shah Jahan e Aryumand estão numa sala privativa no primeiro andar do mausoléu, mas não é aberto aos visitantes. Há uma sala igual para visitantes no andar superior, mas é apena suma réplica.
Nosso guia nos contou as histórias do local com muita emoção. Caminhamos pelo complexo, fotografamos e entramos na sala principal (a réplica dos túmulos do casal real). Realmente o local é lindo! Uma maravilha!



















































































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